Discurso de Exatas – Formandos de 2012

A: 430 horas de prova.
G: 4236 aulas. (contando as perdidas no kaeru)
A: 9 simulados.
G: 48 integrais.
A: 132 aula de revisão.
G: Para nós, alunos de exatas, nada melhor do que números para representar tudo o que vivenciamos nestes três anos como alunos do colégio bandeirantes.
A: Quantas vezes deixamos de sair?
G: Ou quantos feriados tivemos que levar na mala, alem do biquíni, as intermináveis apostilas do band?
A: Quantos dias de sol e finais de semana perdemos trancados no quarto, lutando pra alcançar um objetivo que para muitos parecia ser impossível?
G: Bom, aqui estamos… Tantas horas de estudo, de dedicação e esforço, finalmente estão sendo recompensadas.
A: Basta olhar para a quantidade de carecas presentes aqui hoje, pra perceber que tudo isso realmente valeu a pena.
G: Mas não foi só isso… Aqui criamos um ciclo de vivências e situações que em muito enriqueceram nossa história.
A: Além dos ensinamentos dados em sala de aula, aprendemos a reconhecer o valor de uma grande amizade e que acima de tudo, cada um tem seu valor e experiências para compartilhar. E que tudo o que vivenciamos aqui, fará parte de nossas memórias para o resto de nossas vidas. E é claro, como diria o professor juvenal: “que o aluno tem que ser eco, e não ego.”
G: Entretanto, dizer adeus é necessário. E dizer adeus prova que algo foi concluído, sempre trazendo a promessa de um recomeço.
A: E recomeçar é importante. É um passo a frente, uma nova história a se iniciar. Mesmo que as velhas nos deixem sempre aquele ar de nostalgia e como deixam…
G: Impossível não sentir aquele aperto no coração ao pensar que não seremos mais os “fofinhos” da professora Wanda, ou que infelizmente já ouvimos pela ultima vez o “tchau” da professora Marise. MANO, como diria nossa querida Catia, que saudades
que dá…
A: Como esquecer as frenéticas aulas do Pérsio? ou será que mais frenético ainda era ter que resolver cada exercício do professor Rodrigues em exatos 37 segundos?
G: Ou melhor ainda, como esquecer os discursos motivadores do professor Sabo, ou o amor incondicional do professor Almeida pelo Brownsted e Lorry e é claro, do Borella pela sua sogra?
A: É… São tantas historias, tantas lembranças.
G: Quem diria que estaríamos agradecendo por tudo isso hoje? Chegar ao terceiro ano nunca nos pareceu uma coisa 100% positiva, pelo contrário…
A: O famoso “terceirão”, apesar de toda comemoração, era sinônimo de pressão, de privações e insegurança. O que não é mentira. No entanto, não imaginávamos que passaríamos por tamanho obstáculo, da maneira que passamos.
G: Justamente por estarmos todos envolvidos nessa mesma atmosfera, conseguimos criar e fortalecer nossos laços, formando um ambiente em que todos pudessem se sentir mais amparados e assim mais capazes de, juntos, alcançar nossos objetivos.
A: Foram das inúmeras comemorações, como os jogos do interclasses, o dia das mil aulas, a semana da alegria que conseguimos tirar a energia e o apoio fundamentais para que finalmente pudéssemos alcançar o que tanto batalhamos.
G: Por ultimo, isso não seria o suficiente sem que houvesse o apoio da família.
A: É por isso que agradecemos aos pais, presentes aqui hoje, por todo incentivo e orientação
G: e é claro por aguentar, durante três anos, o terrível mau humor de bandeirantino em época de vestibular.
A: Shakespeare resumiria: “Creio que será permitido guardar uma leve tristeza e também uma boa lembrança; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades, nem odioso dizer que a separação, ao mesmo tempo, traz-nos um inexplicável sentimento de alívio e de sossego, mas traz também uma indefinível dor.
G: É que houve momentos perfeitos, que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossas vidas e a lembrança deles nos faz sentir maiores, fazendo com que essa separação seja menos infeliz.”
A: Essa é a grande mensagem. Abrir-se ao novo, mesmo sabendo que o velho volta e meia nos trará saudades…
G: Obrigada a todos. Boa sorte formandos e muito sucesso!!

Gabriela Rodrigues Hortelan (3E1)
Rafael M. de B. F. do Amaral (3E1)