Colação de Grau da turma de 2012

Mais uma vez chegou o momento de despedida, fim de um ciclo escolar que envolve lembranças e vai deixar saudades. O futuro está de portas abertas para novas aventuras, conquistas e ensinamentos. Nos últimos três anos os alunos formandos de 2012 empenharam-se muito; alguns participaram de cursos especiais e outros procuraram programas culturais e educativos, mas todos chegaram ao fim de uma etapa importante da vida: os anos de escola.

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No dia 20 de fevereiro, quarta-feira, aconteceu, a Colação de Grau dos estudantes da 3.a série do Ensino Médio de 2012. A grande comemoração lotou o Credicard Hall, onde pais, familiares, amigos, professores e funcionários que acompanharam esses alunos marcaram presença na emocionante cerimônia. Todos reunidos para homenageá-los e também desejar uma ótima nova aventura que está para começar.

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Com capelos e becas, os alunos se reuniram no palco, onde também estavam o Diretor Presidente, Mauro de Salles Aguiar, o vice-presidente, Hubert Alquéres, o ex-aluno e Professor da Escola Paulista de Medicina, Dr. Raul Cutait, os paraninfos e professores homenageados.

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Com tocantes palavras, os oradores das turmas e os paraninfos conseguiram comover os presentes, em especial os formandos. O patrono da turma de 2012, Dr. Raul Cutait, sem discurso escrito, deixou-se levar pela emoção do momento e realizou uma fala especial. Contou mais sobre sua trajetória no Band e ressaltou a importância de o aluno escolher a profissão que realmente gosta, pois assim ele estará feliz e conseguirá ajuda as pessoas.

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Após os discursos, é chegado o momento da entrega dos canudos que simbolizam a conclusão dessa etapa estudantil. Abraços e alegria não faltaram para aqueles que sabem que estão prontos para fazer o melhor com as oportunidades que a vida irá oferecer.

Discurso dos Paraninfos:
Exatas
Humanas
Biológicas

Discurso dos Oradores:
Exatas
Humanas
Biológicas

Galeria de imagens, clique aqui.

Discurso de Biológicas – Formandos de 2012

Os tijolos velhos, as mesas de fórmica manchadas de grafite, a luz branca que refletia na lousa, caras novas no início do ano, amizades que ficam. O Band marca. Aqui, adquirimos a base do que somos, não finalizada, mas pronta para receber o toque individual de cada um. O tempo se foi, junto com as noites em claro estudando, as provas marcantes (três cores de prova, um mesmo aviso: o tempo está passando) e aquela percepção de que 50 minutos pareciam 50 horas… Nos preocupamos com cada coisinha, cada avaliação, ponto ou vírgula, aprendemos a nos esquecer do resto e nos focar na escola, que em certos momentos parecia a coisa mais importante do mundo… e de repente essa mesma escola nos empurra, perante o grande penhasco da vida, com asas remendadas, pouca experiência…e sem acesso ao colband. Somos jovens e, no entanto, já temos tanto conteúdo… e ainda assim, um ínfimo , se comparado ao que chegará. Enfim, acabou, saímos do quadrado de concreto e tijolos, que por tanto tempo ocupou muito mais da metade dos nossos dias, e agora estamos prontos para o que vier… será? Há alguns meses atrás, uma pergunta que certamente rondava na cabeça de muitos de nós era aquela clássica “mas onde que vou usar essa matéria no futuro?”, acompanhada das típicas “Mas médico não usa Geografia!” ou “Quando um engenheiro vai precisar saber adjunto adnominal?”. Bom, talvez estejamos certos. Talvez um médico nunca precise saber onde fica o Sun Belt e um engenheiro nunca precise distinguir adjunto de complemento…

Mas pensando bem, o Band não foi só feito de aulas e matérias, e o que a gente teve de convivência, dentro ou fora de sala, com certeza virou uma parte muito importante de nós, uma parte que pode ser usada pra um futuro melhor. Seja pelas aulas extracurriculares, ou pelas conversas na frente da sala dos professores depois de insistir com os inspetores, o conhecimento que adquirimos, mesmo que não saibamos como, será definitivamente crucial para a nossa longa jornada no ambiente profissional. Conviver com pessoas tão diferentes entre si fez com que nós nos tornássemos pessoas mais abertas e mais capazes de enxergar problemas e dificuldades sempre sob uma perspectiva eficiente. Somos, legitimamente, formandos do Band. O futuro está cada vez mais próximo, e está na hora de aprendermos a distinguir a hora de fazer a diferença e tomar um rumo na vida da hora de ficar vidrado com joguinhos do Iphone no meio daquela aula de revisão. A gente dá muito valor a coisas que não duram e importância demais a preocupações. Se as pessoas soubessem dar prioridade às coisas que fazem bem a elas, certamente viveríamos num mundo mais feliz e cheio de tempo bem gasto. Em suma: está na hora de usarmos o agora juntamente com o tempo que gastamos no colégio, para que possamos construir um mundo melhor. É com a cabeça aberta e essa visão que só nós temos que faremos o mundo de amanhã.

David Berl (3B3)
Isabela Nogueira Reis (3B1)

Discurso de Humanas – Formandos de 2012

Boa noite! Primeiramente gostaríamos de agradecer a todos pela presença. Sabemos que grande parte das coisas que nós vamos dizer já foram ditas e que muitos de vocês não pretendem prestar atenção,  mas garantimos que durante este discurso seremos o mais breve e mais sinceros possíveis.

É claro que antes de começarmos precisamos agradecer a todos aqueles que tornaram essa ocasião possível. Sejam esses nossos pais, por todas as horas de apoio, por todos os puxões de orelha, por todos os feriados não viajados porque na segunda feira iríamos ter prova de física, por todas as xícaras de café milagrosas que nos deram um empurrão a mais para não desistir de ler as 30 paginas do livro da Marilena Chauí na véspera da prova de filosofia e principalmente por todo o investimento, se é que vocês me entendem, que do fundo dos nossos corações esperamos que tenha valido a pena. Ou então nossos professores, que tiveram o Maximo de paciência, que sempre se preocuparam em ocupar a nossa cabeça com o maior número de formulas possíveis sem que nós esquecêssemos das características do governo de Getulio Vargas, e que não foram somente professores esse ano, foram também nossa base pra aguentar toda a loucura que é ser um vestibulando.  E obviamente aos inspetores, que sempre com muito carinho deixaram as nossas manhas mais animadas.

Como alunos de humanas, sentimos que devemos fazer uma denúncia, por todo o preconceito e discriminação que sofremos durante toda nossa permanência nesta área abandonada. Não só nos encontramos isolados da sociedade bandeirantina no frio e solitário quarto andar do colégio, pelo qual devemos atravessar árduos e intermináveis 4983 lances de escada para chegarmos, como também somos desprovidos de todas as inovações tecnológicas que foram implantadas no colégio recentemente. Tão real é isso que as reformas só vão começar a chegar no quarto andar agora que estamos saindo. Para todos os outros meros mortais, nós de humanas somos aqueles considerados mais fracos, mais frágeis, mais emotivos e sentimentais, mais afeminados, mais hipsters, mais não decididos em relação ao futuro ou então aqueles que estão tentando levar a vida de uma maneira mais fácil. Pois estamos aqui hoje para desmentir tudo isso. Garanto pra vocês que muitos de nós terão um futuro brilhante, mesmo que não nos ternemos médicos ou engenheiros, talvez inclusive como cineastas, ou pintores, ou publicitários, ou então juízes por exemplo; advogados de sucesso, sei lá. Temos confiança na capacidade de cada um de nossos colegas para garantir o futuro do nosso pais.

Para finalizar, gostaríamos de agradecer novamente pela presença e atenção de todos. Esperamos que o nosso discurso tenha sido pelo menos um pouco mais animado que um vídeo do Boris fausto e gostaríamos de ressaltar, como ultimo aspecto, aquilo que consideramos o mais importante de toda essa vivencia que tivemos no colégio: os laços que criamos. Com certeza, cada uma das pessoas que passaram pela nossa vida, nos tocaram de alguma forma, e tenho certeza de que isso ajudou a nos formar do jeito que somos. As amizades que construímos aqui são coisas preciosas que levaremos conosco para o resto de nossas vidas.

Torcemos, de coração, para que o caminho de todos os formandos aqui presentes seja sempre iluminado.

Muito obrigado, boa noite.

Bruna Nogueira de A. Romero (3H1)
Renato Akira Eto (3H2)

Discurso de Exatas – Formandos de 2012

A: 430 horas de prova.
G: 4236 aulas. (contando as perdidas no kaeru)
A: 9 simulados.
G: 48 integrais.
A: 132 aula de revisão.
G: Para nós, alunos de exatas, nada melhor do que números para representar tudo o que vivenciamos nestes três anos como alunos do colégio bandeirantes.
A: Quantas vezes deixamos de sair?
G: Ou quantos feriados tivemos que levar na mala, alem do biquíni, as intermináveis apostilas do band?
A: Quantos dias de sol e finais de semana perdemos trancados no quarto, lutando pra alcançar um objetivo que para muitos parecia ser impossível?
G: Bom, aqui estamos… Tantas horas de estudo, de dedicação e esforço, finalmente estão sendo recompensadas.
A: Basta olhar para a quantidade de carecas presentes aqui hoje, pra perceber que tudo isso realmente valeu a pena.
G: Mas não foi só isso… Aqui criamos um ciclo de vivências e situações que em muito enriqueceram nossa história.
A: Além dos ensinamentos dados em sala de aula, aprendemos a reconhecer o valor de uma grande amizade e que acima de tudo, cada um tem seu valor e experiências para compartilhar. E que tudo o que vivenciamos aqui, fará parte de nossas memórias para o resto de nossas vidas. E é claro, como diria o professor juvenal: “que o aluno tem que ser eco, e não ego.”
G: Entretanto, dizer adeus é necessário. E dizer adeus prova que algo foi concluído, sempre trazendo a promessa de um recomeço.
A: E recomeçar é importante. É um passo a frente, uma nova história a se iniciar. Mesmo que as velhas nos deixem sempre aquele ar de nostalgia e como deixam…
G: Impossível não sentir aquele aperto no coração ao pensar que não seremos mais os “fofinhos” da professora Wanda, ou que infelizmente já ouvimos pela ultima vez o “tchau” da professora Marise. MANO, como diria nossa querida Catia, que saudades
que dá…
A: Como esquecer as frenéticas aulas do Pérsio? ou será que mais frenético ainda era ter que resolver cada exercício do professor Rodrigues em exatos 37 segundos?
G: Ou melhor ainda, como esquecer os discursos motivadores do professor Sabo, ou o amor incondicional do professor Almeida pelo Brownsted e Lorry e é claro, do Borella pela sua sogra?
A: É… São tantas historias, tantas lembranças.
G: Quem diria que estaríamos agradecendo por tudo isso hoje? Chegar ao terceiro ano nunca nos pareceu uma coisa 100% positiva, pelo contrário…
A: O famoso “terceirão”, apesar de toda comemoração, era sinônimo de pressão, de privações e insegurança. O que não é mentira. No entanto, não imaginávamos que passaríamos por tamanho obstáculo, da maneira que passamos.
G: Justamente por estarmos todos envolvidos nessa mesma atmosfera, conseguimos criar e fortalecer nossos laços, formando um ambiente em que todos pudessem se sentir mais amparados e assim mais capazes de, juntos, alcançar nossos objetivos.
A: Foram das inúmeras comemorações, como os jogos do interclasses, o dia das mil aulas, a semana da alegria que conseguimos tirar a energia e o apoio fundamentais para que finalmente pudéssemos alcançar o que tanto batalhamos.
G: Por ultimo, isso não seria o suficiente sem que houvesse o apoio da família.
A: É por isso que agradecemos aos pais, presentes aqui hoje, por todo incentivo e orientação
G: e é claro por aguentar, durante três anos, o terrível mau humor de bandeirantino em época de vestibular.
A: Shakespeare resumiria: “Creio que será permitido guardar uma leve tristeza e também uma boa lembrança; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades, nem odioso dizer que a separação, ao mesmo tempo, traz-nos um inexplicável sentimento de alívio e de sossego, mas traz também uma indefinível dor.
G: É que houve momentos perfeitos, que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossas vidas e a lembrança deles nos faz sentir maiores, fazendo com que essa separação seja menos infeliz.”
A: Essa é a grande mensagem. Abrir-se ao novo, mesmo sabendo que o velho volta e meia nos trará saudades…
G: Obrigada a todos. Boa sorte formandos e muito sucesso!!

Gabriela Rodrigues Hortelan (3E1)
Rafael M. de B. F. do Amaral (3E1)

Discurso Paraninfo de Biológicas – Formandos de 2012

Caros Alunos,

Foi com imensa satisfação que recebemos o convite para sermos o paraninfo das turmas de biológicas do Colégio Bandeirantes de 2012. Logo, lembrei-me de um dos saraus promovidos pela lusófona prof.a Susana , homenageando o poeta Calos Drummond de Andrade e do último dia de aula quando lemos uma poesia escrita pelo aluno Ilan Wajsfeld .

“Vai, Carlos! ser gauche (acanhado da esquerda) na vida.”

Foi a chamada para o sarau.

“Memória” Carlos Drummond de Andrade

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Ler um poema, para mim é fazer inferências, tirar uma conclusão lógica de cada verso, onde o poeta deixa ideias implícitas e induz nosso pensamento ao que sentimos dentro de cada verso.

isto é
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Inferindo: seria o amor que só brota após a perda, o afastamento, o distanciamento… Amamos o que é conquistado por isso amamos esse momento, mas amamos ainda mais aquilo que queremos conquistar, porque é um sonho que não se desvalorizou na realidade no dia a dia.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

– Esqueceremos esse momento?
– Não!

O apelo do esquecimento existe no tempo que vai passar, mas o apelo do não esquecer é algo contra o qual nada pode o olvido. É impossível olvidar. É impossível esquecer esse momento, porque ele tem muito sentido.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Os momentos que passamos juntos são coisas tangíveis e se tornarão insensíveis no tempo, mas é impossível olvidar.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

É uma estrofe perfeita, em todos os sentidos, para esse momento. As coisas findas, concluídas e realizadas ficarão porque se cristalizaram.

Ouçam agora…
Despeço-me dessa rotina
Que me encontro há três anos.
Desse pedaço de vida,
Que juntos passamos.
É o amor que brota no afastamento
Mas o bem que fizemos
É algo forte e duradouro.

Assim agradeço
Por esses anos que valeram ouro.
É o sentimento tangível que se torna insensível
Nunca os esquecerei
E estarei sempre com vocês
Pro que der e vier.

É a coisa finda que mais que linda fica em nossa memória.
Ilan Wajsfeld escreveu, eu inferi e nós não olvidaremos.

Obrigado.

Juvenal Carlos Schalch

 

Ilmos Srs. Componentes da mesa e pais,
Queridos alunos,

“Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, já dizia Fernando Pessoa.

Tudo vale a pena… vale a pena viver esse momento, seja ele qual for…. vale a pena curtir o lugar onde estou, seja ele como for, onde for… vale a pena estar na posição que estou seja ela qual for… médico, engenheiro, professor…

Fiquei pensando no que vocês gostariam de ouvir nessa noite. Pergunta daqui, pergunta dali e uma amiga querida me disse: “na minha colação de grau, gostaria de ter ouvido que não deveríamos ter medo de errar nas nossas escolhas. Que essas escolhas não precisam ser definitivas”. HUM!! Então, uma aluna linda me falou: conta uma história. Juntando essas duas colocações cheguei a conclusão que a minha própria história servia como uma luva.

Ao lembrar de mim mesma ao sair do 3º ano, percebi o quanto a dúvida do que vamos “ser” na vida é verdadeira e comum. Afinal, esse é um momento decisivo nas nossas vidas e por isso gera muita incerteza até mesmo para aqueles que já decidiram o caminho a seguir.

Até aqui, vocês foram guiados. A Educação infantil, o ensino fundamental, o ensino médio. Todas essas etapas não foram suas escolhas. Tinha que ser assim e ponto. Mas, a partir de agora e cada dia mais, vocês segurarão as rédeas das suas próprias vidas. A escolha será de vocês. E aí a coisa pega: O que vou fazer? Será que é isso mesmo que quero ser na vida? Será esse o meu caminho?

Essa liberdade de escolha, muitas vezes, causa insegurança. Volto a lembrar de mim. Meus pais nos deram, a mim e à minha irmã, total liberdade de escolha. No entanto, enquanto minha irmã já tinha convicção que queria ser dentista, eu que até os 16 queria ser arquiteta, aos 17 me encontrava numa encruzilhada, ou melhor, em pleno Arco do Triunfo, com avenidas saindo prá tudo quanto é lado e nas mais diversas direções. Arquitetura, geologia, geografia, desenho industrial, turismo, educação física, jornalismo…..Prestei todas!

Plena época de crise do petróleo, a concorrência era grande e, por sorte, hoje eu sei, só não entrei em geologia. Mas sobravam muitas outras opções. O que fazer? “Quem dá prá muita coisa, não dá prá nada”, dizia a adorada Tia Ló. Como assim, então não serei boa em nada, não vou ser ninguém na vida??? Foi aí que decidi seguir minha intuição e escolher com o coração: Quero ser professora! E lá fui eu…

Hoje, eu que cheguei tão em duvida no meu vestibular, agradeço ter me deixado guiar pelo coração, agradeço a liberdade insegura que meus pais deram, porque entre tantas opções, escolhi aquela que me realiza e me estimula a dar o máximo de mim mesma a cada dia. Faço o que faço porque gosto e busco fazer cada vez melhor. Ter sido escolhida paraninfa por vocês, além de me encher de orgulho me dá, mais uma vez, a certeza da minha escolha.

Mas, também me dá licença de dizer: escolham com o seu coração. Deixem-se guiar pela sua intuição e, principalmente, façam o que for, façam com amor. E se algum dia decidirem que é hora de mudar, não tenham medo. Mudem! Recomecem! Não temam errar. Nada é para sempre, nada é definitivo. E tudo que vivemos faz parte da nossa história e nos enriquece. Nada é jogado fora, nada é tempo perdido.

Lembrem-se, TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA. QUEM QUER PASSAR ALÉM DO BOJADOR (O TÃO TEMIDO CABO DA ÁFRICA) TEM QUE PASSAR ALÉM DA DOR, diz outra parte desse mesmo poema.

Mas, vocês já sabem o que é passar além da dor e hoje descobrem o prazer de ir além do Bojador. É só lembrar da história de vocês nesses últimos anos.
Acordavam de madrugada e sem muita vontade, lá iam vocês para o Band. Quantas vezes vocês não reclamaram, choraram, mal disseram as listas e mais listas de exercícios, as infindáveis provas, as manhãs e tardes dedicadas? Quantas vezes não pensaram: o que estou fazendo aqui?
Agora, quero que olhem para os seus colegas, quero que olhem para vocês mesmos e perguntem: VALEU A PENA? Tenho certeza que algo dentro de cada um de vocês tá gritando orgulhosamente: SIM, VALEU A PENA! Afinal, a alma de vocês, definitivamente não é pequena. Basta olhar para o seus olhos, cheios de alegria, seus rostos sempre iluminados, para sentir o quanto querem da vida. Mantenham esse ardor. Enxerguem em tudo e em todos, oportunidades de crescimento e aprendizagem. Orgulhem-se do que fazem, por que o fazem com o coração e dedicação. Sejam generosos, façam bem e para o bem. É isso que faz a vida valer a pena. Todo o resto é consequência.
Sejam felizes! Adoro vocês.

Márcia Abdo Alouche

Discurso Paraninfo de Humanas – Formandos de 2012

Prezados Professores e funcionários, Srs. Pais, queridos alunos, boa noite.

E aí como vão vocês?
Antes um recado:

A Patrícia, que não está aqui hoje porque está ajudando um jovem bandeirantino em seu dever de casa, pede para lembrá-­los do encontro de 9 de dezembro de 2017!! Ocasião em que terão a oportunidade de ler em suas cartas da “time capsule” os desejos que hoje passam por seus corações e mentes.

Bem, falando em corações e mentes, como vocês assimilam, ou assimilaram a experiência de estudar no Band?
Não foi fácil, não é mesmo?
Eu acho que seria interessante refletirmos um pouco sobre tal experiência.
Para quê tanto esforço? Tanto estudo? Tanto trabalho?
Dizer que foi para aprender ‘as coisas’ além de ser uma resposta rápida de mais pode até insultar a nossa inteligência.
Estudar ‘quase’ até enlouquecer simplesmente para passar no vestibular, porque a faculdade que você escolheu é concorrida, pode ser uma apologia a essa loucura que se quer evitar. O trabalho excessivo pode levar a uma alienação de si, um esquecimento de quem você é.
Para quê?
Dizem por aí que os alunos do Bandeirantes são “bitolados”: só estudam e mais nada; só fazem listas de exercícios e mais nada; só elaboram relatórios de suas experiências nos laboratórios e mais nada; chegam quase a escrever um “livro” no curso de redação e mais nada…
Não têm “vida social”!!
Quanto nada!!!
É sobre esse nada que gostaria de falar a respeito com vocês, já que sua experiência como estudante foi circundada por esse nada. Esse vazio social, esse abandono à escravidão ditada pelo vestibular.
Antes uma pequena digressão:
É comum ouvirmos por aí que o Brasil é o pais do futebol.
E, creio eu, já ouviram dizer que “em time que está ganhando não se mexe”. Alguém que diga uma frase dessas não pode esquecer que, durante o jogo, o time se mexe sim, e muito!! Já imaginaram uma partida de futebol em que o time “campeão” não saísse do lugar, não se mexesse!!!
Imagino que quem disse tal frase estivesse pensando ‘apenas’ na escalação do time e em mais nada!
Jovens quando eu tinha a idade de vocês, gostaria que me tivessem dito duas coisas:
• o inferno está cheio de boas intenções; não existem pessoas bem intencionadas, existem pessoas comprometidas e pessoas que deliram sobre seu lugar no universo imaginando que podem continuar a fazer exatamente o que sempre fizeram que uma mão invisível transformará tudo para o “bem”. Esse tipo de pessoa, na verdade, confunde ação com movimento, a mesmice do trabalho rotineiro com a ação estratégica.
• só o amor não constrói; não devemos pensar em vencer apenas pelo poder das ideias. Vejam, não é porque uma ideia é boa que ela será aceita pela maioria. Considerem: o ideal de acabar com a fome, por exemplo, dificilmente encontraria algum oponente neste planeta, entretanto centenas de milhões de pessoas passam fome há décadas.

Bem, voltemos ao nada e ao futebol.
Suas listas de exercícios foram feitas e mais nada.
Não houve angústia, nem sonolência? Foi um passatempo? Não houve nenhuma semente que lhes ensinassem o respeito às conquistas da nossa cultura?
Seus trabalhos escolares foram realizados e mais nada.
Não houve dúvidas? Não houve contentamento com a realização? Não sentiram prazer em terminar algo que se parecesse, ainda que de forma humilde, com a assinatura de sua personalidade?
Vocês assistiram às aulas e mais nada.
Não houve o infernal subir e descer as escadas? Não houve encontro? Não houve a alegria de fazer amigos e admirá-­los pelo esforço que eles também realizavam em estar ali todos os dias?
Vocês copiaram as ‘coisas’ da lousa e mais nada!
Não houve descoberta? Não houve um exemplo sequer de uma aula bem articulada? Sabendo que aqueles professores também estavam ali todos os dias sobre os rigores de manter o “nível”, mais pelo respeito que a maioria deles sustenta por vocês do que pelo “vestibular”?
Pois bem, o tal nada tem a ver com sua ATITUDE, que foi lapidada e polida ao longo desses anos. O que sustentou e sustenta sua ação é sua ATITUDE, ainda que uma mentalidade tacanha pudesse dizer que NADA mais aconteceu.
Neste pais do futebol vocês correram o risco de deixar de ser “arquibancada” para encarar o jogo de frente; deixaram o comodismo pela dureza do jogo; deixaram o delírio de um sonho impossível pela força do trabalho; enfim descobriram que da arquibancada tudo é muito fácil, mas no calor do jogo, ou melhor, no esforço longo e consistente tudo é um pouco mais complicado.
Mas resta uma pergunta que lateja lá no fundo e que gostaria que vocês considerassem: para quem?

Para quê? “Construir uma carreira!”
Para quem? “Para mim.”
Ok, então vamos falar sobre esse “mim”?
Se você pensar em ser médico, engenheiro, advogado ou sei lá, apenas para você mesmo (“mim”) o peso de entrar em uma faculdade muito concorrida pode ficar insustentável! Pois você não conseguirá ultrapassar sua vaidade e poderá ser atropelado por ela.

“É só pra mim”
Mas se você aprender a dividir suas conquistas com os outros você será médico para ajudar as pessoas, para salvar vidas;
você será um engenheiro que participará da construção de um mundo mais sustentável; você será um advogado ou juiz por
acreditar na civilização e em suas instituições; será um administrador mais criativo apenas por considerar que as pessoas
tem sentimentos; será um profissional de comunicação que sabe que ouvir, muitas vezes, é mais importante do que falar,
enfim você será um profissional para os outros, preservando o ideal de sua juventude. Tal pensamento pode acalmar sua
vaidade e colocá­lo em sintonia com o mundo que você compartilha com os outros.
Nesta noite, que deve coroar sua conquista, levem consigo duas palavras que considero muito importantes:
Atitude e dignidade:
Vocês estão às portas do futuro. Seus pais e mestres lhes conduziram até aqui.
Agora é a hora da ‘dignitas’ (da coroa), de dar o próximo passo: a sua atitude deve ser exemplo (não percam tempo com quem só reclama da arquibancada), sua dignidade deve ser sóbria (ninguém ganha um campeonato sozinho).
O futuro os aguarda: deem o próximo passo.
Sua atitude será seu alicerce e sua dignidade será sua coragem.

Obrigado.

Gleney Andreotti Lolo

 

Senhor Diretor Presidente Mauro de Salles Aguiar, senhor Diretor Vice-Presidente Hubert Alquéres, senhor Patrono Raul Cutait, caros colegas, pais e alunos das quatro turmas de biológicas, das cinco turmas de exatas e das três turmas de humanas, boa noite a todos.

Ao longo de todo o ano de 2012, a cada uma das vinte e seis semanas de aula regular do terceiro, descontando-se as oito de provas e mais umas seis de revisão, uma palavra era escolhida para nos instigar, motivar, alertar, fazer refletir. “Mas, professora, de onde você tira essas palavras? Você inventa? É da sua cabeça?” Não só! Tinham relação com o que vivíamos ou com o que esperávamos. Ali, no cantinho da lousa, no início mal eram percebidas pelos alunos, depois passaram a ser esperadas ou sugeridas, em algumas vezes foram usadas e abusadas por outros professores, sendo objeto de filosofia nas aulas do Salgado ou contraposição ao lirismo nas aulas da Susana. Outras foram fotografadas e ganharam o mundo no facebook!
Algumas palavras eram bastante corriqueiras e por isso mesmo precisavam de uma atenção maior, como “vontade” ou “instante”. Quantas coisas podem acontecer em um instante? Algumas eram incômodas, como “autocrítica” ou “ansiedade”. Estou fazendo tudo o que posso para melhorar ou tudo aquilo a que me propus? É melhor evitar ou aprender a lidar com a ansiedade pelos resultados, aprovação, aceitação? Outras palavras atendiam a pedidos inusitados, como “toalha”, em homenagem mundial a alguém que eu ignorava completamente, ou atendiam a pedidos ternos como “abraço” no dia do aniversário. Outras ainda revelavam características que já tínhamos ou que gostaríamos de ter, como “perseverança” ou “resiliência”.
E quantas adversidades não tivemos de enfrentar? A viagem à terra da Língua Portuguesa, especialmente ao terreno da gramática, nem sempre foi tranquila, ou melhor, desejada. Ou desejável? Qual é o certo? Por quê? Sempre tantos porquês, negações e polêmicas em Humanas! Ô inferno!
Por vezes, estávamos no lote lamacento das orações como as subordinadas substantivas predicativas reduzidas de infinitivo… “Como assim ‘predicativa’? Quem inventou esse nome? Não é infinitivo, parece infinito”, não é H1? Outro lote era arenoso, como o dos verbos e suas desinências e pessoas e números e tempos e modos e valores semânticos… “Como assim ‘conjugação’? Por que existe esse verbo? Você tá de brincadeira que o nome ‘presente do indicativo’ nem sempre indica o presente”, não é H2? E, claro, há o lote espinhoso das polissemias, homonímias, ambiguidades, neologismos… “Mas como assim ‘qual é o humor’ desse texto sem graça”, não é H3?
E pouco a pouco, geralmente chegando antes do nascer do sol e saindo depois que ele se punha, trabalhando firme, juntos e motivados pelas nossas “palavras da semana”, transformávamos cada um desses lotes em terrenos férteis, produtivos, rentáveis, sustentáveis e descobríamos o alto valor desse pequeno tesouro que é a nossa língua, quase sempre tão destratada e desmerecida pelos seus falantes.
Acredito que enfim estamos na tão esperada grande festa da colheita! E peço desculpas por, na falta de precisão vocabular, repetir a palavra de nossa última semana: “gratidão”. Sou grata porque nosso convívio me fez crescer, muito além desse metro e meio, descontando a cabeleira, é claro! Sou grata por termos passado juntos não só o terceiro ano, mas por ter estado com a maioria de vocês desde o segundo e com alguns ainda desde o primeiro ano! [Como é que você me aguenta, Karyn?] Sou grata por vocês terem confiado nesta pretinha aqui metida a ensinar que todo dia se aprende e sempre aprendendo com os ensinamentos nada ortodoxos de vocês! Sou grata pelas nossas discussões, até por seus inconformismos com as provas – “como é que eu ia enxergar o post-it?” –, e por nossas ponderações. Sou grata pelas risadas que, quase sempre na medida, tornavam minhas manhãs e tardes, muitas tardes (!), bem mais leves. Sou grata pelos bilhetinhos nas provas, sempre bem humorados e carinhosos, a despeito do resultado, fosse esse altamente ou não tão plenamente satisfatório. Sou grata pelo reconhecimento de que “sabe, até que esse negócio de gramática pode ser divertido” (para mim sempre é!). Sou grata pelo encantamento contagiante e não irônico: “Mano, isso é muuuito legal!” Sou grata pelas confissões: “você me ajudou a escolher minha carreira”, e pelas decisões: “quero ser professora” ou, em total júbilo, “vou fazer Letras também”. Fiquem tranquilos, senhores pais, tenho certeza de que, se eles quiserem, serão excelentes professores e a excelência é muito bem recompensada, financeira e pessoalmente. Sou grata, enfim, pelo carinhoso convite para estar aqui hoje e poder vê-los ainda uma vez, mesmo que seja a última. Eu já tenho outros tantos me esperando lá nas terras da gramática, e só vou feliz, mesmo com essa dorzinha da despedida, porque hoje comprovo mais uma vez que esses frutos todos são de excelente qualidade.

Cátia Luciana Pereira

Discurso Paraninfo de Exatas – Formandos de 2012

Excelentíssimos Srs. Diretor-Presidente, Vice-Presidente e Patrono, Caros professores, pais e alunos de humanas (de quem fui professora no 2º), de biológicas (a quem encontrei no aprofundamento, na revisão).

E – olá, meninos e meninas, queridos alunos das turmas de Exatas de 2012!
Ou eu deveria dizer olá, ex-alunos?

Ou ainda: olá, futuros engenheiros, médicos, advogados, professores,
economistas, administradores, pesquisadores, publicitários…?

Na verdade, creio que uma ideia não exclua a outra: ex-alunos nunca
deixarão de ser alunos queridos, com quem nós professores compartilhamos
um pedaço de nosso caminho.

E talvez o ideal fosse que também engenheiros, médicos, advogados,
economistas, políticos… continuassem sempre sendo alunos. Obviamente,
não porque ficariam estagnados – muito pelo contrário: a trajetória de vocês,
formandos do Colégio Bandeirantes, é prova de que só conhecem um
caminho: o do dinamismo, do desenvolvimento, do aprimoramento, conseguido
com esforço, comprometimento e sacrifício. Durante o tempo em que fui
professora de vocês, pude testemunhar esse dinamismo e assistir a uma bela
transformação: o olhar inseguro do começo do 3º ano, o olhar ansioso, às
vezes meio apagado pelo cansaço, deu lugar ao olhar cheio de brilho, que
podemos ver hoje.

Digo então que o ideal seria vocês permanecerem alunos no sentido de
manterem acesa a curiosidade por aprender, e a humildade de reconhecer que
nunca estamos prontos; eu tenho certeza de que também não sou a mesma
que era antes de conhecê-los, e de que aprendi muito com vocês. Para falar
com Cecília Meireles, ao comparar a vida a um desenho:

“todos os dias estás refazendo o teu desenho”, “tens trabalho para a vida toda”.

E com João Guimaraes Rosa,

“O senhor… Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as
pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas
vão sempre mudando”

Pois bem, queridos alunos: o que faço aqui, professora de Literatura,
sendo homenageada por vocês, alunos da área de Exatas – aliás, aproveito
para agradecer pelo carinho, pelo reconhecimento – mas, ao mesmo tempo
procurando homenageá-los, parece prova de que, na vida, na prática, na
educação, nas relações humanas, não há divisão capaz de rotular e separar as
pessoas, pois aquilo que as une transcende qualquer classificação. E uma

forma de homenageá-los é presenteá-los com aquilo de que disponho nesse
momento, que são palavras.

Palavras podem ser vazias, talvez apenas bonitas.

Mas podem ser duras: “Provisoriamente não cantaremos o amor, / que se
refugiou mais abaixo dos subterrâneos”;

podem ser poderosas, pois nos revelam o mundo: “Na planície avermelhada os
juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o
dia inteiro, estavam cansados e famintos”.

podem ser mágicas, pois fazem um outro mundo existir: “Ao verme que
primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico, como saudosa
lembrança, estas memórias póstumas”;

Penso que nós, professores, procuramos em nossas aulas usar as palavras
em seu aspecto duro (como, não fez a lição? Como assim, não leu Viagens
na minha terra? Que absurdo!); em seu aspecto mágico, ao imaginarmos
juntos novas realidades possíveis – mas penso que procuramos usá-las,
principalmente, em seu aspecto transformador, fazendo delas um meio de levá-
los a algum tipo de reflexão, às vezes de descoberta, mas sempre a alguma
inquietação – aquela inquietação capaz de abrir novas perspectivas, novas
visões de mundo.

Mas tenho certeza de que nosso dia-a-dia foi além das palavras, porque foi
também feito de gestos, olhares, e de algo que não tem forma material, mas
que se sente: uma total confiança; confiamos em vocês – em sua capacidade,
em seu potencial, em sua vontade, – e vocês nos retribuíram confiando em
nosso trabalho, fazendo silêncio (ok, pelo menos na maioria das vezes…)
fazendo silêncio para ouvir o que tínhamos a lhes dizer – para ouvir nossas
palavras, porque confiaram nelas – fossem a explicação de um teorema, os
passos de resolução de um exercício, a análise de um texto, um comentário,
uma dica para a prova? (uma dica para a vida?), uma bronca, um elogio, um
incentivo…

Diante disso, queridos alunos e alunas, só temos a agradecer-lhes não só a
escuta atenta, mas também as perguntas, as intervenções, e até as opiniões
contrárias, que levaram ao debate – e desejar-lhes que essa prática os
acompanhe sempre:

Escutar com respeito as palavras alheias, sem deixar de – com igual respeito
– manifestar as próprias – palavras que, temos certeza, serão portadoras de
grandes ideias e simbólicas de belas realizações. Obrigada!

Profa. Marise Hansen

Palavras inspiradoras na Colação

A conclusão do Ensino Médio é muito especial para todos os alunos do Bandeirantes. Um misto de satisfação, euforia e muita saudade toma conta das emoções desses jovens que concluem um ciclo importante da vida e estão prontos para encarar uma nova realidade, esta cheia de desafios e possibilidades. Para que este momento fique marcado de uma maneira ainda mais emocionante e bonita, professores, formandos, familiares e amigos estiveram reunidos no Credicard Hall para a cerimônia de colação de grau da turma de 2011.
No palco, à mesa de homenageados estavam presentes o Diretor-presidente Mauro de Salles Aguiar, os professores Juvenal Schalch, Girlene Sismotto, Cátia Pereira, Carlos de Oliveira, Meire de Bartolo e Gleney Lolo, o inspetor Cláudio da Silva, os paraninfos Pérsio Santiago, Susana Vaz Hungaro, Marise Hansen, Manoel Lopes, Flávio Campos e Fernanda Zuquim, e o patrono da turma de 2011, Wellington Nogueira, o criador da ONG Doutores da Alegria.
Representando os mais de 500 formandos, os oradores de turma falaram da importância de família, professores, amigos e colegas para que todas as dificuldades e tornar o ano tão especial. Os paraninfos se mostraram muito honrados em participar dessa comemoração a
convite dos alunos, e ressaltaram a capacidade que os formandos têm para, nesse próxima etapa da vida, transformarem a sociedade com responsabilidade, ética e competência intelectual.
Wellington Nogueira também deixou uma mensagem de transformação. “A partir de agora, vocês percebem a força que vocês têm para começar a fazer mudanças. Não porque é semana de provas, mas porque a vida está te dando oportunidade para você colocar em prática todo o teu conhecimento e tua inteligência”. Inspirados por essas belas palavras, os estudantes receberam seus diplomas. Na noite seguinte, uma grande festa com baile de gala e show da banda Titãs conclui essa grande festa.

Confira os vídeos dos discursos abaixo:

Patrono: Wellington Nogueira
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HWaNX65ehIc]

Paraninfos Biológicas: Pérsio Santiago
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=5P57K-ET0eI]

Paraninfos Biológicas: Susana Regina
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=j2hbxMAJloE]

Paraninfos Exatas: Marise Hansen
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CIqvojX1zKE]

Paraninfos Exatas: Manoel Lopes
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hnSgxYiQQXo]

Paraninfos Humanas: Fernanda Zuquim e Flávio Campos
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tICWJIpyOdk]

Celebração merecida

Os três anos de Ensino Médio são marcantes na vida dos estudantes. Os amigos, as escolhas e todas as dificuldades vividas à flor da adolescência rendem memórias levadas para toda a vida. No Bandeirantes todas essas sensações são mais intensas ao serem divididas com os mais de 500 colegas de turma. E nesse clima de emoção encerra-se o terceiro ano.

Depois de um ano de muito trabalho, os alunos foram homenageados com palavras inspiradoras durante a colação de grau, que aconteceu no dia 27 de janeiro no Credicard Hall.
Além dos mestres, familiares e amigos, estavam presentes o Diretor-presidente Mauro de Salles Aguiar, o vice-presidente Hubert Alquéres e o ex-governador do estado de São Paulo, Alberto Goldman (ex-aluno do Band).

Os alunos emocionaram-se com as palavras de seus colegas oradores e dos paraninfos, professores que acompanharam de perto essa fase final da vida escolar dos bandeirantinos. O patrono da turma, Alberto Goldman, inspirou os presentes falando da importância do colégio em sua vida e a importância de valer-se da boa formação obtida no Bandeirantes para contribuir com a sociedade. “Graças a essa formação, vocês terão um papel excepcional na vida desse país, com uma responsabilidade multiplicada”, afirmou Goldman.

Mostrando sua gratidão, os alunos prepararam uma homenagem especial ao professor e coordenador de Física, Heinz Adalbert Hillermann. A trajetória do professor, acompanhada pelo Bandeirantes desde os tempos em que era aluno do Colégio na década de 60, é um exemplo para formandos e para professores, que também manifestaram muita admiração pelo professor.

Depois de receber o diploma, a turma de 2010 despediu-se do colégio Bandeirantes com uma grande festa no dia 28, no pavilhão Transamérica e estão prontos para os desafios de 2011. O Colégio deseja muito sucesso aos formandos nessa nova etapa da vida!

Para conferir as fotos, clique aqui.

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=f2hytk8_ICE]
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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=GLB1JTRCxu0]
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=jKK8d1fL7nc]

Fim de um inesquecível período

DSC07141
Todo ano, mais de 500 alunos do 3º ano do Ensino Médio encerram a fase bandeirantina de suas vidas. Esse término é sempre muito celebrado na colação de grau e na formatura, pela alegria em si de concluir uma etapa tão importante ou pela aprovação em boas faculdades, objetivo atingido por muitos alunos do Band. Continuar lendo